Ainda..

01/11/2012

Hoje eu me peguei escutando uma das nossas musicas mais uma vez..
O coração tava sentindo tanta falta que
eu quase não percebi as lágrimas
escorrendo pelo rosto contra a minha
vontade.
Eram muitas, tantas que por um
momento fiquei preocupada – meu Deus,
eu ainda o amava? Nem sequer lembrava
mais de quando tinha sido a minha ultima
recaída – eu jurava que já tinha superado.
Mas o que era aquele aperto no peito?
O que era aquela vontade insaciável de pegar
o telefone e ligar pra ele correndo? Será
possível que ainda, depois de tanto tempo,
existia um restinho de amor incubado no
peito? Eu não sabia o que dizer, muito
menos o que pensar. Eu já não sabia mais
como lidar com aquilo tudo, eu já tinha
chorado tantas vezes por ele, já tinha
mordido o travesseiro pra ajudar a
aguentar a dor no coração tantas vezes
mais, mas tudo isso tinha sido antes. Antes
de eu superar, antes de eu ser capaz de
sair sorrindo por ai sem que o motivo do
sorriso fosse ele. Eu não era mais a mesma,
meu coração tava mil vezes mais forte. Mas
porque diabos eu tava ali, igualzinha a
antes, encolhida na cama chorando
baixinho pra ninguém ouvir? Melhor,
porque é que eu tava chorando? Dizem
que a gente só ama uma vez na vida,
mas isso não pode ser válido quando o
cara não te ama de volta, né? Não podia
ser, não pode ser. Seria injusto demais
amar pra sempre alguém que não sabia
nada sobre o amor. E amor não faz a gente
ter vontade de arrancar o coração do peito,
amor dá vontade de ter mais corações pra
poder ter mais espaço pra amar, certo?
Pronto, não era amor, era só a música. A
letra era bonita demais, era isso – pela
amor de Deus, tinha que ser isso!

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É bem assim..

28/09/2012

“Poderíamos casar, teríamos um
apartamento, tomaríamos café as cinco da
tarde, discordaríamos quanto a cor das
cortinas, não arrumaríamos a cama
diariamente, a geladeira seria repleta de
congelados e coca-cola, o armário, de
porcarias, adiaríamos o despertador umas
trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama
e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de
chuva e chegaríamos encharcados, nos
beijaríamos no meio de alguma frase, você
pegaria no sono com a mão no meu cabelo
e eu, escutando sua respiração. Eu riria
sem motivo e você perguntaria porque, eu
não responderia, saberíamos.”

Caio Fernando Abreu


Eu Quero

25/09/2012

“Eu quero crescer. Juro, quero mesmo. Quero
aprender línguas que não sei. Quero conhecer
novas culturas, povos, lugares. Quero me
desapegar do velho. Quero não me fechar para
as mudanças e para o novo. Quero dar amor,
afinal, é ele a grande essência da vida. Quero
não acumular rancores nem alimentar mágoas.
Quero aprender a me pedir desculpa. Quero
abandonar algumas saudades. Quero aprender
a conviver com o que não posso modificar.
Quero me mover mais e mais e mudar o que
está ao meu alcance. Quero pouco e quero
muito. Quero nada e quero tudo. Quero
esquecer o que precisa ser esquecido. Quero
nunca deixar de sorrir. Quero aprender a
descascar laranja. Quero perder o medo de
trovão. Quero ir. E vir. Mas nunca, nunca
mesmo, deixar de sentir.! ”

Clarissa Corrêa


Caio sempre traduzindo sentimentos.

24/03/2012

‘  Eu queria te contar que não dói mais. Só que agora não importa tanto o que você vai pensar sobre isso.

Queria que você soubesse que já vi nossos filmes milhares de vezes e nem chorei. Ok, chorei. mas pelo filme, e não por você.

Mas ainda sim, não dói.

Você não pergunta essas coisas, mas sei que gostaria de saber.

Porque te conheço. E isso não mudou. Do mesmo jeito que adivinhei as coisas ruins que você aprontaria, eu sei as coisas boas que ficaram aí em você e te fazem lembrar de mim.

Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força.

Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga.

E a gente lembra. E já não dói mais, mas dá uma saudade.

 

Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.

Confesso que me dá uma saudade irracional de você. E tenho vontade de voltar atrás, de ligar, de te dizer mil coisas, e cair em suas mãos, sem me importar com nada, simplesmente te entregar meu coração.

Mas não, renuncio, me controlo e digo para mim mesmo que não é assim, que não pode ser, eu me fui de você e você se foi de mim, e não volta.

— Caio Fernando Abreu